Mundo
Detetadas novas tentativas de sabotagem na rede elétrica alemã
A Alemanha aumentou o estado de alerta depois de, esta sexta-feira, as autoridades terem respondido a duas alegadas tentativas de sabotagem da rede elétrica.
A notícia foi avançada pelo jornal Bild. A polícia alemã detetou duas novas tentativas suspeitas contra a rede elétrica do país, elevando o estado de alerta nacional após uma tentativa de ataque com drones no aeroporto de Leipzig, que Berlim atribuiu à Rússia.
Foi detetada uma primeira tentativa de provocar um curto-circuito numa instalação da rede elétrica em Dormagen, no Estado da Renânia do Norte-Vestfália, tendo as autoridades recebido uma carta a reivindicar esta ação.
Foi identificado um segundo caso, que levou a polícia a isolar uma subestação transformadora em Ganderkesee, no norte da Alemanha.
Ainda de madrugada, um porta-voz da polícia disse à emissora pública NDR que as autoridades identificaram ações suspeitas durante a noite que exigiram uma resposta policial, sem fornecer mais detalhes. Ao início da noite, um peão terá encontrado um objeto suspeito no chão perto da subestação em Dormagen. Não havia, contudo, perigo para a população.
O objeto não causou danos e foi "recolhido", disse a polícia, acrescentando que o potencial para causar danos ainda tem de ser determinado.
A polícia alemã anunciou ainda foram lançados dispositivos incendiários contra edifícios que albergam empresas de armamento em Munique e que dois suspeitos búlgaros foram detidos. Segundo um porta-voz da polícia regional, as autoridades foram alertadas por volta da meia-noite "de que tinham sido lançados dispositivos incendiários a partir de um carro em Mühldorfstrasse", na zona leste da capital bávara.
"Um dispositivo incendiário pôde ser imediatamente extinto pela polícia" e "outro teve de ser desativado", afirmou a polícia alemã à agência de notícias France-Presse (AFP).
A descoberta acontece dois dias após dois alegados ataques a outras subestações elétricas, os mais recentes atos de sabotagem contra infraestruturas críticas do país.
A polícia abriu uma investigação antiterrorista ao primeiro incidente, depois de terem sido detonados explosivos de terça-feira numa subestação em Jänschwalde (leste, perto da fronteira com a Polónia), que distribui eletricidade a partir de uma central termoelétrica a carvão.
No segundo incidente, em Bergheim (oeste), foi provocada um curto-circuito numa subestação da Amprion, atingindo cabos de energia aéreos. As subestações de Dormagen e Bergheim, localizadas perto de Colónia, distam apenas cerca de 15 quilómetros uma da outra.
Segundo Herbert Reul, ministro do Interior do estado da Renânia do Norte-Vestfália, as autoridades estão a investigar uma possível ligação entre os incidentes em Bergheim e Jänschwalde.
A Alemanha tem enfrentado repetidos ataques à sua infraestrutura energética, alguns dos quais reivindicados por ativistas de extrema-esquerda, nomeadamente na região de Berlim. Como um dos principais apoiantes da Ucrânia contra a invasão russa, é também alvo de planos de sabotagem que atribui a Moscovo, uma alegação que o Kremlin nega.
Foi detetada uma primeira tentativa de provocar um curto-circuito numa instalação da rede elétrica em Dormagen, no Estado da Renânia do Norte-Vestfália, tendo as autoridades recebido uma carta a reivindicar esta ação.
Foi identificado um segundo caso, que levou a polícia a isolar uma subestação transformadora em Ganderkesee, no norte da Alemanha.
Ainda de madrugada, um porta-voz da polícia disse à emissora pública NDR que as autoridades identificaram ações suspeitas durante a noite que exigiram uma resposta policial, sem fornecer mais detalhes. Ao início da noite, um peão terá encontrado um objeto suspeito no chão perto da subestação em Dormagen. Não havia, contudo, perigo para a população.
O objeto não causou danos e foi "recolhido", disse a polícia, acrescentando que o potencial para causar danos ainda tem de ser determinado.
A polícia alemã anunciou ainda foram lançados dispositivos incendiários contra edifícios que albergam empresas de armamento em Munique e que dois suspeitos búlgaros foram detidos. Segundo um porta-voz da polícia regional, as autoridades foram alertadas por volta da meia-noite "de que tinham sido lançados dispositivos incendiários a partir de um carro em Mühldorfstrasse", na zona leste da capital bávara.
"Um dispositivo incendiário pôde ser imediatamente extinto pela polícia" e "outro teve de ser desativado", afirmou a polícia alemã à agência de notícias France-Presse (AFP).
A descoberta acontece dois dias após dois alegados ataques a outras subestações elétricas, os mais recentes atos de sabotagem contra infraestruturas críticas do país.
A polícia abriu uma investigação antiterrorista ao primeiro incidente, depois de terem sido detonados explosivos de terça-feira numa subestação em Jänschwalde (leste, perto da fronteira com a Polónia), que distribui eletricidade a partir de uma central termoelétrica a carvão.
No segundo incidente, em Bergheim (oeste), foi provocada um curto-circuito numa subestação da Amprion, atingindo cabos de energia aéreos. As subestações de Dormagen e Bergheim, localizadas perto de Colónia, distam apenas cerca de 15 quilómetros uma da outra.
Segundo Herbert Reul, ministro do Interior do estado da Renânia do Norte-Vestfália, as autoridades estão a investigar uma possível ligação entre os incidentes em Bergheim e Jänschwalde.
A Alemanha tem enfrentado repetidos ataques à sua infraestrutura energética, alguns dos quais reivindicados por ativistas de extrema-esquerda, nomeadamente na região de Berlim. Como um dos principais apoiantes da Ucrânia contra a invasão russa, é também alvo de planos de sabotagem que atribui a Moscovo, uma alegação que o Kremlin nega.
As tensões entre Moscovo e Berlim intensificaram-se esta semana depois de a Alemanha ter acusado oficialmente, na terça-feira, a Rússia de estar diretamente envolvida no caso do drone em Leipzig. As autoridades alemãs acusam a Rússia de contratar, para este tipo de sabotagem, agentes "de baixo nível", ou seja, elementos sacrificáveis, mal remunerados e frequentemente recrutados nas redes sociais para missões pontuais.
C/agências